segunda-feira, 9 de maio de 2016

Uma luz que brilha


Quando pensamos na vida de homens que revolucionaram o mundo, sempre fantasiamos que seus dias foram cheios de fama e de êxito.
Isso é ilusão.
Por mais fantástica que seja a existência de alguém, há muito de comum na vida de todos os seres.
Os grandes feitos e invenções dependem de pessoas comuns que se destacam pela sua perseverança e pelo seu trabalho.
Exemplo disso é Thomas Alva Edison.
Quem o visse andando em seu laboratório, em Nova Jersey, com uma mecha de cabelo caída sobre a fronte, com manchas e queimaduras químicas na roupa desalinhada, não poderia supor de quem se tratava.
Patenteou mais de mil invenções. No entanto, não foram apenas seus inventos que marcaram sua vida, mas sim o exemplo de imaginação e de determinação que deixou.
Não era um cientista que vivia segregado em um laboratório.
Costumava trabalhar em equipe e tinha grande habilidade para motivar seus colaboradores, estimulando-os com o próprio exemplo.
Trabalhava dezoito ou mais horas por dia, mas encontrava tempo para conviver com a família, passeando e brincando com os filhos.
Seus êxitos são bem conhecidos: o fonógrafo, a lâmpada elétrica, o microfone, entre outros tantos.
Tornou comercialmente práticas as invenções de outros, como o telefone, o telégrafo e a máquina de escrever.
Além disso, concebeu um eficiente sistema de distribuição de eletricidade.
É natural que nos perguntemos: Terá ele, um gênio de tamanha capacidade, falhado algum dia?
Sim. Ele conheceu o fracasso repetidamente, mas isso jamais foi motivo de desestímulo.
Bobagens. – Disse ele a um colaborador desencorajado durante uma série de experiências.
Ainda não falhamos. Como conhecemos mil coisas que não dão certo, estamos tantas vezes mais perto de encontrar uma que dê.
Nunca permitiu que a fama mudasse seu modo de viver, ou que o dinheiro ditasse seu destino.
Quando tinha capital o investia em novas pesquisas, e quando se via em dificuldades financeiras não se abatia, empenhando-se ainda mais no trabalho árduo.
Jamais parou de trabalhar. Aos oitenta anos, dispôs-se a estudar botânica, uma ciência nova para ele, objetivando encontrar uma forma diversa de obtenção de látex.
Morreu aos oitenta e quatro anos, deixando no mundo um rastro de luz, decorrente de seu exemplo inquestionável de perseverança e de trabalho.
*   *   *
As grandes obras exigem sempre grandes esforços.
Os grandes êxitos são precedidos, inevitavelmente, de fracassos e de incontáveis tentativas.
Perseverar é insistir no bem, naquilo que vale a pena e que faz sentido.
Desistir ante as dificuldades é fácil.
Culpar os outros, a sorte, o destino, também.
Persistir no que se acredita é que diferencia os homens que realizam daqueles que apenas sonham.
Há muitos exemplos positivos no mundo.
Pessoas como eu, como você, que acordamos todos os dias, iluminados pelo mesmo sol e amados pelo mesmo Pai Criador.
A diferença entre o êxito e a acomodação, é resultado de nossas próprias atitudes perante a vida.
Pensemos nisso.



Redação do Momento Espírita, com base no
cap.
Thomas Edison, do livro Grandes vidas,
 grandes obras, ed. Seleções Reader’s Digest.
Em 9.5.2016.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

Fala de Dilma na ONU foi 'elegante', diz base; oposição aponta 'bom senso'

Do G1, em Brasília
Havia expectativa de que a presidente usasse discurso para apontar 'golpe'.
Petista não citou impeachment, mas disse que país evitará 'retrocessos'

Após a presidente Dilma Rousseff discursar nesta sexta-feira (22) em Nova York (EUA) em um evento da Organização das Nações Unidas (ONU) e apontar o "grave momento" que o país enfrenta, deputados e senadores repercutiram, no Congresso Nacional, as declarações. Para parlamentares da base, Dilma foi "elegante" em sua fala, enquanto a oposição apontou "bom senso”.
Embora a expectativa fosse a de que a presidente apontasse o "golpe" em curso no país, em referência ao processo de impeachment, Dilma recuou e disse somente no discurso que o Brasil não permitirá "retrocessos". Praticamente todo o pronunciamento foi sobre o acordo climático assinado nesta sexta.

Alvo de um processo de impechment no Congresso Nacional, a presidente chegou a cogitar nos últimos dias, segundo assessores do Palácio do Planalto, denunciar durante seu discurso na ONU que é vítima de um "golpe parlamentar" no Brasil. Diante da possibilidade de ela abordar o tema em suas declarações, parlamentares da oposição e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Gilmar Mendes e Celso de Melo, refutaram a tese.

Veja abaixo o que os parlamentares falaram nesta sexta-feira sobre as declarações da presidente na ONU:

Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR)
"Para aqueles que esperavam que a presidente fosse lá para prejudicar o pais. Ao contrário, ela firmou dignidade do país. Mas claro que ela não poderia deixar de comentar o momento do país e ela fez isso com muita elegância".

Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)
"Ela pelo menos teve o bom senso de não ir por uma linha, enveredar por um caminho que todos noticiaram que ela iria. Seria um constrangimento enorme ela ir à ONU tratar de uma questão interna nossa e dar uma versão só dela dos fatos, sendo que os ministros Celso de Mello e Dias Toffoli disseram que não é correta a tese do golpe. Caiu o bom senso, felizmente. Ela ia constranger a todos no evento".

Senador Jorge Viana Tinha (PT-AC)
"Havia uma expectativa de que ela levaria problemas domésticos daqui para o evento da ONU. Ela foi elegante, foi uma estadista. Fez uma sutil referência às dificuldades que o Brasil passa, mas reafirmou a confiança na democracia brasileira".

Deputado Rubens Bueno (PPS-PR)
"O puxão de orelha do Supremo, que é guardião da Constituição, foi importante para que Dilma recuasse dessa ideia fixa de falar de golpe na ONU. Esperamos que a partir de agora a presidente seja sensata  e adote uma postura  responsável de acordo com o cargo que ocupa".



Fonte: G1 globo.com / Brasília

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Derradeiro dia



São vários os poetas, músicos, pensadores a indagar, em suas obras, o que faríamos se hoje fosse nosso último dia de vida.

Refletem sobre a importância da vida, analisam como valorizamos coisas desnecessárias, como nos iludimos com aquilo que, efetivamente, não nos faz felizes.

Naturalmente, se hoje fosse o último dia de nossa vida, ou se pudéssemos prever nosso derradeiro dia, na existência física, as reflexões seriam bem diferentes para cada um de nós.

Na incerteza de quanto tempo ainda teremos, não nos preocupamos se agimos certo, se valorizamos o que verdadeiramente merece.

Porém, se é incerto o dia que partiremos, temos a certeza de que todos iremos morrer.

Por isso, talvez o melhor seja não nos perguntarmos o que faríamos, se hoje fosse o último dia.

Talvez fosse melhor nos indagarmos como temos nos preparado para quando esse dia chegar.

Isso porque, ao concluir nossa jornada na Terra, ao terminar esta experiência física, a vida continuará.

Todos voltaremos para casa, ao mundo espiritual, de onde viemos quando aqui nascemos.

Conscientes disso, a pergunta mais oportuna a nos fazermos é: Quais os valores que estamos conquistando e que constituirão nossa bagagem ao partir?

Será que retornaremos ao mundo espiritual carregados de débitos morais?

Somos dos que caminhamos na vida prejudicando, traindo, gerando inimizades e dificultando a vida alheia?

Seremos os que usurpam, roubam, corrompem, abortam ideais, desviam vidas?

Oxalá sejamos daqueles que têm juntado em sua intimidade valores nobres e tesouros morais.

Aqueles que atendemos com retidão de caráter os compromissos familiares, a educação dos filhos, que atuamos como profissionais responsáveis e dedicados, que somos cidadãos cumpridores dos próprios deveres.

Mais do que isso: que sejamos aqueles que empregamos nosso tempo também para o bem ao próximo, para a vivência da solidariedade, agindo de maneira positiva na comunidade.

Assim, melhor do que pensarmos o que faríamos se hoje fosse nosso último dia, é analisar o que temos feito, o que vimos juntando para a viagem de retorno ao nosso verdadeiro lar.

Nenhuma viagem de grande porte ocorre com sucesso sem haver programação e dedicação.

Nosso retorno ao mundo espiritual não deve ser diferente.

Colheremos alegrias ou grande constrangimento, conforme os dias que hoje vivemos.

Nenhuma premiação ou condenação divinas, nenhum destino definitivo. Apenas o encontro com a nossa própria consciência.

Sem a possibilidade de nos escondermos atrás das máscaras e subterfúgios que aqui utilizamos, iremos nos deparar, na continuidade da vida, com a realidade de nosso mundo íntimo.

Portanto, são nos dias do agora, através de nossas atitudes e valores, que construiremos a nossa felicidade futura, ou dias de dificuldade e dor, quando do nosso regresso à Casa do Pai.

Pensemos nisso, hoje, enquanto é tempo.






Fonte: Redação do Momento Espírita.